terça-feira, 18 de agosto de 2015

1ª DIVISÃO SÉRIE 2 2015/2016

CLASSIFICAÇÃO

TAÇA BRALI

GRUPO XII
CLASSIFICAÇÃO

30/08
C.A.R.T. vs Foz

06/09
Pasteleira vs C.A.R.T.

13/09
C.A.R.T. vs Ataense

domingo, 17 de maio de 2015

ENTREVISTA TREINADOR LÓ RODRIGUES


Em primeiro lugar vamos tentar conhecer melhor quem é o treinador Ló Rodrigues:

Olá e antes de mais obrigado por esta oportunidade.

O meu nome verdadeiro é Carlos Rodrigues e poucos sabem disso porque toda a gente me conhece por Ló.

Nasci em 30/06/1978 em Valongo e desde então vivi sempre por lá.

Sou sócio do C.A.R.T. nº 566.

1-      Ló, para começar faz-nos um resumo do que foi a tua carreira como jogador e treinador.

R: Como jogador representei o Sport Clube Nun Álvares  durante 7 épocas antes de rumar  ao  C.A.RT. Representei o C.A.R.T. como jogador penso que  3 ou 4 épocas ficando o amargo de não conseguir a subida no ano do Felgueiras e no ano do Salgueiros.

Treinei os juniores 2 épocas e na época seguinte o Sr. Taveira convidou-me para colaborar com ele nos Seniores e claro, aceitei logo. Até á 7 jornada desta época estive acompanhar o Mister depois por motivos de saúde teve de abandonar infelizmente e surgiu a minha oportunidade.

2-      A opção pela carreira de treinador foi uma questão de oportunidade, ou era algo que já perspectivavas quando eras jogador?

R: Ser treinador nunca me passou pela cabeça, já que eu tinha ainda 30 anos quando deixei de jogar, mas pensei já que tinha o curso e as lesões começavam a massacrar-me  optei por deixar de jogar e como tinha uma oportunidade de treinar optei por abandonar 

3-      Como surgiu o convite para em primeiro lugar seres treinador adjunto e depois treinador principal do C.A.R.T. e se essa foi uma decisão fácil de tomar?

R: A ideia de ser treinador surgiu num mero acaso e por influência de um árbitro.    Lá fui tirar o curso no ano em que estávamos a lutar para subir de divisão com o Salgueiros, acabou a época  e a direçao convidou-me para treinar um escalão  da formação, aceitei e  escolhi os juniores.

Como referi anteriormente treinei os juniores 2 épocas e na época seguinte o Sr. Taveira convidou-me para colaborar com ele nos seniores. Estive a adjunto do mister durante 3 épocas  até á 7ª jornada desta época, e depois por motivos de saúde infelizmente teve de abandonar e surgiu a minha oportunidade.

 

4-      Tendo trabalhado durante algum tempo com o Senhor Taveira, em que medida ele influenciou as tuas concepções do treino e de como procuras treinar as tuas equipas?

R: O Sr. Taveira foi a pessoa ideal para eu evoluir como treinador, mais precisamente nos métodos de treino, já que me deu carta branca para colocar em pratica os meus treinos e as minhas ideias. Todos eles sempre com bola e com um objetivo ou principio.

 Os meus treinos por vezes pareciam complicados, mas depois de eles conseguirem compreender o objectivo, lá encaixavam nos mesmos já que alguns deles não estavam habituados aquele tipo de treinos.

Eles viam e já diziam qual era o aeroporto de hoje?

 

5-      Consegues nomear um ou mais jogadores e treinadores que sejam as tuas referências nacionais e internacionais?

R: Não vou nomear internacionais, mas apenas vou nomear os jogadores que o clube tem, os que dizem ser os velhotes, mas são eles que dão a alma ao clube.

A eles os capitães " FÁBIO /  PAULO ALMEIDA / MARCO E CANETAS " eles sim merecem o meu muito OBRIGADO.

Eles é que merecem ser a minhas referências...

E agradecer a todos os outros que não abandonaram o barco.

 

Passando agora para o que foi a época 2014/2015:

6-      11º Lugar com 8 vitórias, 9 empates e 13 derrotas, 37 golos marcados e 52 sofridos. Com uma equipa que transitava quase na totalidade do ano passado e alguns reforços que vinham bem referenciados, que balanço fazes destes números?

R: É difícil de explicar...

Todos os anos se tem tentado incluir jovens na equipa principal, mas acabamos por ter que voltar aos velhinhos, já que os miúdos de hoje têm uma mentalidade que não deveriam de ter.

As coisas não estavam a acontecer como nos prevíamos mas no futebol nada é previsível.

Os reforços que tanto se fala o que posso dizer, é como os melões, só depois de abrir é que sabemos o que vai lá estar e é o que acontece. Referenciados? Por quem? São miúdos que vieram de equipas de juniores que ganhavam quase sempre mas que não tinham espirito de distrital, é preciso lutar sempre 

O Balanço que faço é o que se passou durante a época.

8 vitorias algumas delas a equipas do topo da tabela e outras a equipas do nosso campeonato.

9 empates alguns deles que deixaram muita azia…1-1 em casa com o Vila Boa Quires , 3-3 em casa com o Livraçao com um penalti escandaloso inventado por uma menina de apito na boca, 1-1 com o Sobrosa a empates já depois da hora , 2-2 com o Melres num jogo que na primeira parte podíamos estar a vencer por uns 5 ou 6 e fomos empatar, o 2-2 com o Folgosa em mais uma grande exibição, e o 3-3 no Sobrosa novamente com mais um penalti inventado, só aqui ficaram 12 pontos que não podíamos ter desperdiçado.

13 derrotas é o que mais custa falar, todas elas praticamente se podem aceitar já que não fomos competentes em quase todos esses jogos.

 

7-      Qual o objectivo que te foi proposto pela Direção no início da época?

R: Não foi comigo que se falou no inicio da época , mas de certeza que foi proposto ao Sr. Taveira a manutenção o mais rápido possível.

 

8-      Como é sabido os sócios do C.A.R.T. são muito exigentes, pergunto se aceitas que na opinião de muitos esta época tenha sido uma desilusão?

R: Pode dizer-se que sim, já que todos nós estávamos a contar com melhor.

 

9-      Em que medida esta exigência influencia e pressiona a equipa e os jogadores durante os jogos. É fácil lidar com isso?

 

R: Influência só tem quando não se começa bem, agora se todos acreditarmos que somos capazes de fazer mais e melhor, não temos nenhuma dificuldade em lidar com isso, é preciso é acreditar sempre.

10-   Quais os principais problemas que encontraste ao longo da época?

R: Vou ser muito sincero, o maior problema que para mim não é problema nenhum, é ver que alguns dos pais dos jogadores pensam que ao insultar-me ou fazerem pressão de fora, vai ser mais fácil os filhos jogarem, e eu tive muita paciência com isso, porque aguentei sempre essas faces de má educação para chegar ao destino.

Vou dar um exemplo:

Temos um miúdo que eu adoro, pois sente o clube com paixão ele é um verdadeiro atlético.

Até eu ficar a principal tinha jogado apenas alguns minutos, e até num jogo entrou e passado 10 minutos foi expulso, mas sempre acreditei nele e surgiu a oportunidade dele e agarrou-a, até á um ou dois jogos atras.

Jogou cerca de uns 15/17 jogos a titular e depois veio o mau momento dele.

Para mim, ele não estava num bom momento e decidi não o convocar, e o que se passou depois foi uma vergonha mas enfim fica para mim. Falei com ele e ficou resolvido.

Sempre senti da parte do Sr. Presidente que confiava em mim e no meu colega Canetas.

 

11-   E quais os aspectos positivos e conquistas que a equipa conseguiu ao longo da época?

R: O positivo é o exemplo dos capitães do clube, grandes homens. A conquista só pode ser a manutenção que foi alcançada com mérito.

 

12-   Numa equipa que é completamente amadora e que em muitas circunstâncias os jogadores quase que têm que “pagar” para jogar, manter um grupo unido pode não só ser o segredo do sucesso mas também a tarefa mais árdua. O que nos tens a dizer sobre isto e de como foi o ambiente no balneário do C.A.R.T.  ?

R: Sim é verdade, eles podem dizer que pagam para jogar.

Não é difícil manter o grupo unido, já que eles também eram a favor da minha integração depois do Mister ter deixado.

Com algumas conversas particulares com alguns deles, foi "fácil" dar a injecção porque eles também acreditam em mim e nos conselhos que lhes dou.

Sobre o ambiente não tenho nada a dizer, 5 estrelas.

 

13-   Muitas vezes as escolhas do treinador tanto para as convocatórias como para os titulares ao domingo são postas em causa pelos sócios. Qual o teu comentário, quais os teus critérios nestas escolhas?

R: Isso  vai ser sempre um problema seja aqui ou na china.

Só posso dizer-lhe que eu sempre escolhi os melhores, e que sempre colocava em campo aqueles que eu sentia que me davam as melhores garantias para ganhar.

Ás vezes acertei, outras vezes não.

 

Por fim falemos um pouco do futuro:

14-   A pergunta que se impõe de imediato é se vais continuar no C.A.R.T., essa situação já está definida?

R: Não está definido mas penso que vou continuar, já que numa conversa que tive com o Sr. Presidente na altura da aprovação do sintético, ele disse que os que estavam iam ser os que iam continuar, já que quem comeu  a carne também vai comer os ossos, mas ainda não está nada definido. 

Vamos aguardar.

 

15-   Objetivos para a próxima época, já podem ser traçados?

R: Se for eu a ficar quero ganhar o maior numero de jogos possíveis.

A manutenção terá de ser o primeiro objectivo, mas depois iremos ver como as coisas correm.

O meu desejo era dizer que iremos lutar para subir de divisão, mas temos que ser realistas.

Um passo de cada vez

 

16-   Finalmente teremos o muito desejado relvado sintético. Como achas que isso influenciará o que será o C.A.R.T. do futuro?

R: O sintético, meu Deus que alivio.

 Até que enfim. 

O futuro é risonho, mas o clube tem que criar bases para os miúdos aprenderem a crescer e principalmente a gostarem de vestir a camisola do clube. 

Depois as coisas vão acontecer com naturalidade. Vão começar a ter mais qualidade

 

17-   Uma coisa a que estávamos habituados era ter na equipa sénior jogadores formados na casa. Isso nos últimos anos foi-se perdendo. Como pensas que isto pode ser revertido e o que deve ser feito para voltar a ser uma realidade?

R: Temos 8 jogadores da formação, como disse anteriormente é preciso trabalhar bem na formação senão eles vão a continuar a passar ao lado. Essa é a realidade

 

18-   Desde sempre se disse que o C.A.R.T. é um clube especial no futebol distrital. O que  é para ti ser Atlético e como essa identidade se conseguirá passar para as gerações futuras?

R: O  Atlético  é um clube especial no distrital porque é um dos grandes clubes da A.F.PORTO.

O ser Atlético se calhar eu não sou a pessoa indicada para falar sobre isso, mas que eu gosto imenso do clube gosto e isso ninguém pode negar. Ajudei sempre o clube no que pude ajudar e fiz por gosto e não por outros motivos. 

É preciso agora criar as bases na formação, e ensinar a esses o que é o Atlético. Esses sim, são o futuro do clube.

 

19-   Um desejo para a época 2015/2016?

R: O meu desejo é continuar a treinar os seniores, já que é o que a maioria dos atletas quer e eu também.

Quanto ao resto, se não for eu e for outro treinador não vou deixar de ir ver os jogos e apoiar a equipa, já que sou sócio do clube

20-   Por fim queres deixar uma mensagem para a família Atlético, Direção, colaboradores, jogadores, sócios e simpatizantes?

R: Quero deixar uma palavra de agradecimento por todos os momentos que passei no clube desde a minha chegada até agora.

Ao clube desejo os maiores sucessos desportivos. Á direcção, colaboradores e jogadores  tem que se agradecer pois eles perdem o seu tempo para se dedicarem ao clube. Aos sócios e simpatizantes, desejo saúde a todos, e que apoiem os atletas pois eles são o motor do clube.

 

UM ABRAÇO PARA TODOS